Desde 1975, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage cultiva um modelo de formação aberto, não seriado, experimental e transdisciplinar. Fundada por Rubens Gerchman, ocupa o palacete histórico em estilo eclético, tombado pelo INEPAC e IPHAN, e é um símbolo da liberdade de criação no Rio de Janeiro e um espaço de pensamento e prática artística, onde diferentes trajetórias se encontram para expandir os modos de criar, ver e agir no mundo.
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  • A casa que virou escola

    Projetada pelo arquiteto Mario Vodret em 1920, a residência de Henrique Lage e Gabriela Besanzoni transformou-se em espaço de intensa atividade cultural, aberta às novas perspectivas de arte e ao modelo de escola livre, marcando diversas gerações.

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  • Marco na liberdade de expressão

    Durante a década de 1970, o espaço se tornou um ambiente de resistência cultural. Cerca de 40 artistas e intelectuais realizaram 65 oficinas que reuniram dois mil alunos. Esse marco desafiou o academicismo e a censura da época, imposta pelo regime militar.

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  • Cena global e novas linguagens

    A EAV abrigou eventos que fizeram história, como a 1ª Exposição Mundial de Fotografia, apresentações de O Rei da Vela (José Celso Martinez Corrêa) e shows de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Cazuza, Fagner e Chico César.

    O CINEAVE, núcleo de estudos coordenado por Sergio Santeiro e Roberto Maia, e cineclube, abriu espaço para debates com nomes como Darcy Ribeiro, Roberto DaMatta e Ferreira Gullar.

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  • Vida inteligente e resistência

    Em meio ao regime militar, a EAV se tornou uma usina cultural e um espaço de convivência criativa. Foi aqui que Francisco Bittencourt sediou a primeira e importante revista gay, intitulada Lampião. Também foi palco da poesia marginal, da Escola Freudiana do Brasil e dos concertos de música dodecafônica organizados por Joaquim Kollretuer, manifestações que afirmaram a arte como forma de resistência e pensamento.

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A nova geração e a liberdade em movimento


Foi nos anos 1980 que o Parque Lage viu emergir uma nova geração de artistas. A exposição “Como vai você, Geração 80?”, com curadoria de Marcus Lontra e Paulo Roberto Leal, reuniu 123 artistas, entre eles nomes como Beatriz Milhazes, Leonilson, Leda Catunda e Luiz Zerbini.

À beira da piscina, José Celso Martinez Corrêa levou ao limite a experimentação cênica com sua ousada montagem de Hamlet, em 1993. Um marco da liberdade artística na EAV. Shows do projeto Verão a Mil, apresentações de Zé Celso e o projeto Zona Instável, inaugurado em 2000 nas Cavalariças, consolidaram o Parque Lage como um dos centros mais vibrantes da criação contemporânea no país.


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Apoio

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Produção

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Realização

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Tel: (21) 2334-4088
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