Arte, música e arquitetura no Brasil
Dando continuidade à programação do Cine Lage 2026, a próxima sessão apresenta um conjunto de curtas-metragens dirigidos por Antonio Carlos da Fontoura, realizados entre 1965 e 1975.
Com curadoria de Luiz Carlos Lacerda, os filmes são reunidos sob o eixo Arte, Música e Arquitetura no Brasil e percorrem diferentes expressões da cultura brasileira, aproximando o público de artistas, linguagens e contextos que marcaram a produção artística dessas décadas. Ao transitar entre artes visuais, música e arquitetura, o programa evidencia modos diversos de criação, a partir de registros que acompanham processos, espaços de trabalho e momentos de experimentação.
A sessão reúne retratos de nomes fundamentais como Heitor dos Prazeres, Roberto Magalhães, Antonio Dias, Rubens Gerchman e Carlos Scliar, além do registro da cena musical com Gal Costa, Os Mutantes. O programa inclui ainda aproximações com o trabalho de Wanda Pimentel, o universo do chorinho e a arquitetura de José Zanine Caldas, compondo um panorama que articula práticas e linguagens em diálogo com seus contextos históricos.
O evento ocorre no dia 17 de abril, às 19h, na Capelinha da EAV Parque Lage.
Classificação: Livre
Capacidade: 30 lugares (distribuição de senhas 30 minutos antes)
Duração total aproximada da sessão: 79 minutos
Atividade gratuita
Programação:
- Heitor dos Prazeres (1965) – 10 min
Fotografia: Affonso Beato
Retrato do sambista e pintor Heitor dos Prazeres em seu ateliê na Cidade Nova, no Rio de Janeiro. Entre lembranças e reflexões, o artista fala sobre a relação entre música, pintura e o cotidiano popular carioca.
- Ver Ouvir (1966) – 9 min
Fotografia: David Drew Zingg
Os jovens artistas Roberto Magalhães, Antonio Dias e Rubens Gerchman refletem sobre pintura, linguagem visual e percepção, revelando o espírito experimental da nova geração da arte brasileira dos anos 1960.
- Ouro Preto e Scliar (1969) – 11 min
Fotografia: Tiago Veloso
O pintor Carlos Scliar conduz uma visita por Ouro Preto, cidade que abrigava seu ateliê de verão. O filme articula paisagem, história e processo criativo.
- Gal (1970) – 8 min
Fotografia: David Drew Zingg
A cantora Gal Costa interpreta três canções que marcaram o início de sua carreira, captando o momento de efervescência da música brasileira no período tropicalista.
- Mutantes (1970) – 10 min
Fotografia: Renato Newman
Registro irreverente com os integrantes de Os Mutantes — Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias — em um passeio experimental pelas ruas de São Paulo, refletindo o espírito da contracultura brasileira.
- Wanda Pimentel (1972) – 9 min
Fotografia: Pedro Moraes
Imersão no universo da artista Wanda Pimentel, cuja obra explora o cotidiano doméstico e a solidão feminina, revelando tensões silenciosas do ambiente urbano.
- Chorinhos e Chorões (1974) – 12 min
Fotografia: Miguel Rio Branco
Registro musical dedicado ao choro, gênero fundamental da tradição instrumental brasileira. O filme acompanha músicos e encontros que mantêm viva essa herança musical.
- Arquitetura de Morar (1975) – 10 min
Fotografia: Pedro Morais
Visita a três casas projetadas pelo arquiteto José Zanine Caldas na Joatinga, no Rio de Janeiro. O curta explora a relação entre arquitetura, natureza e modo de habitar.