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Hospedando
Rosa Magalhães
O segundo encontro desta edição acontece no dia 20 de outubro, às 19h, na Biblioteca. Vamos falar sobre o tema "Do terreiro à avenida: As influências no carnaval", com Wanda Araújo, Helena Theodoro e Millena Wainer.
2022-10-11 11:30:51

Hospedando | Rosa Magalhães

"Do terreiro à avenida: As influências no carnaval" 

O segundo encontro do projeto Hospedando Rosa Magalhães vai abordar a importância das religiões de matrizes africanas e suas relações com o carnaval. Desde a musicalidade no canto, ritmos e nos toques dos instrumentos, passando  pela importância da ala das baianas, a partir da ligação com a Tia Ciata, vamos falar sobre a relação das mulheres negras com o carnaval e os enredos que exaltam as religiões de matriz africana na avenida. Será no dia 20 de outubro, às 19h, na Biblioteca da escola.

  

Biografia dos convidados do segundo encontro

 

Wanda Araújo

Wanda Araújo (Yá Wanda d'Omolu) é Yalorixá, zeladora do Ylê Asè Egi Omin. Mulher negra, militante, educadora e jornalista, trabalhou desde os anos 1980 em escolas comunitárias e grupos afro-culturais. Coordenou e colaborou com diversos projetos educacionais para crianças e adolescentes em situação de rua. Desde 2000, coordena o Centro Cultural de Tradições Afro Brasileiras Ylê Asè Egi Omim, sediado em Santa Teresa, no centro da cidade. É um espaço que conjuga espiritualidade, projetos artísticos e culturais, ações políticas descoloniais, programas educativos e sócio-ambientais. Nos últimos anos, vem pesquisando as corporalidades e a memória no candomblé, com especial interesse nas questões do feminino ancestral entre as culturas de matrizes afro-centradas e seus processos diaspóricos. 

 

Helena Theodoro

Bacharel em Direito e Pedagoga, Mestre em Educação, Doutora em Filosofia, Pós-Doutora em História Comparada. Pesquisadora da história e da cultura afro-brasileira, escolas de samba, religiões e espiritualidade de matriz africana, educação, processos culturais e sexualidade. Foi jurada do Estandarte de Ouro (Jornal O Globo) por vinte e sete anos. Foi professora Auxiliar da Universidade Estácio de Sá, Coordenadora da Pós-Graduação de Figurino e Carnaval da Universidade Veiga de Almeida, Coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB) da FAETEC/RJ e professora no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS/UFRJ). Publicou livros como “Mito e Espiritualidade: Mulheres Negras”, “Os Ibéjis e o Carnaval”, “Caderno de Cultura Afro-Brasileira”, “Iansã, Rainha dos Ventos e Tempestades” e o mais recente, “Martinho da Vila: Reflexos no Espelho”, de 2019. Tem artigos em livros como "Faraimará – o caçador traz alegria: Mãe Stella" (2000), O Estudo da Consciência (2017), O livro negro dos sentidos (2021), Histórias, Culturas e Territórios Negros na Educação (2008), Guerreiras de Natureza (2008), Fala Crioulo (2009), Sal 60 uma revolução em vermelho, branco e negro (2021), além de fazer o verbete "Negras" do Dicionário Mulheres do Brasil (2000) e o prefácio de Mercedes Baptista, "A dama negra da dança (2021)". Atualmente é presidente do Conselho Deliberativo do Fundo Elas, coordenadora do grupo de pesquisa de carnaval LUPA do IFCS/UFRJ e responsável pelo enredo do GRES Acadêmicos  do Salgueiro 2022.

 

Millena Wainer

Carioca de 26 anos, começou carreira no mundo do samba aos 9 anos, cantando em um musical da Escola de Samba mirim Filhos da Águia. Ainda nova, interpretava as músicas de uma das artistas que considera uma referência: Clara Nunes. Pela escolinha também foi intérprete e fazia coro nas gravações da agremiação mirim de Madureira. Passados alguns anos, foi convidada pelo seu grande amigo Thiago Acacio a participar da escola mirim Estrelinha da Mocidade, lugar que abraçou sua carreira, em que se tornou intérprete oficial. No primeiro desfile, garantiu o Troféu Olhômetro pelo carnaval mirim, e foi uma das primeiras compositoras femininas a garantir o troféu Tamborim de Ouro em 2018. Atualmente, participa como cantora de rodas e disputas de samba enredo, lutando pelo lugar da mulher como intérprete. Tem passagens pelo carnaval de Vitória- ES, Intendente Magalhães, Sapucaí e Anhembi (São Paulo). Teve passagens pelos departamentos musicais do Império Serrano e Tamandaré (Guaratinguetá, SP), e continua integrando os departamentos músicas das escolas de samba Unidos de Vila Maria (São Paulo), Unidos da Ponte (Onde interpretou Santa Dulce dos Pobres) e Mocidade Independente de Padre Miguel (Rio de Janeiro). Formada em Comunicação Social, idealizou o documentário e pesquisa “A voz das mulheres do Samba”, buscando lutar contra qualquer forma de machismo à mulher sambista. Atualmente, é pesquisadora do Observatório de Carnaval da UFRJ e tornou-se palestrante em meios acadêmicos, museus e escolas.Millena também se diz uma mulher determinada e sonhadora, que segue na esperança de dias melhores para sua maior escola, o samba!

 

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"Hospedando" é um programa de pesquisa da Biblioteca da Escola de Artes Visuais do Parque Lage que, semestralmente, se concentra em uma pesquisa histórica sobre um/a artista ou evento ligado à escola. O objetivo é desenvolver conversas sobre questões artísticas e sociais, para criar vínculos entre as gerações que passam pela escola.

A edição "Hospedando Rosa Magalhães" se dedica a esta artista e seu legado, pesquisando seu trabalho e suas ideias em relação à história da escola e sua relação com o carnaval. 

 

Próximos encontros

O terceiro encontro, intitulado "Carnaval como fonte de conhecimento", tem como objetivo refletir sobre o aspecto pedagógico do carnaval, que ensina através dos sambas-enredo. O último encontro, "Rosa Magalhães e a estética carnavalesca", fecha o projeto com a presença da professora e carnavalesca Rosa Magalhães, que nos contará sua relação com a Escola de Artes Visuais e seus processos para a criação estética dos desfiles de carnaval.

 

 
 
HOSPEDANDO ROSA MAGALHÃES | SETEMBRO A DEZEMBRO 2022

 

4 ENCONTROS NA BIBLIOTECA | CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E PESQUISA EAV  

  

1º Encontro - 15 de setembro | 19h: "Quem conta a história? O Processo Criativo do Carnaval"

2º Encontro - 20 de outubro | 19h: “Do terreiro à avenida: As influências no carnaval"

3º Encontro - 10 de novembro | 19h: "Carnaval como fonte de conhecimento"

4º Encontro - 08 de dezembro | 18h: "Rosa Magalhães e a estética carnavalesca"

 

 

 

Confira também a biografia dos convidados do primeiro encontro:

 

Mauro Cordeiro

É graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), possui mestrado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e é doutorando em antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professor Substituto do Departamento de Ciências Sociais da UFPI e Pesquisador da Beija-Flor de Nilópolis. Um dos fundadores do Pensamento Social do Samba, onde leciona cursos livres e promove debates acerca deste universo. É também Pesquisador Orientador do Observatório de Carnaval e Associado ao RISU – Núcleo de Estudos Ritual e Sociabilidades Urbanas, ambos da UFRJ. Suas pesquisas têm ênfase nas culturas populares, sobretudo nas manifestações afrodiaspóricas. Estuda as escolas de samba do carnaval carioca a partir da antropologia política.

 
Nilcemar Nogueira

Nilcemar Nogueira- Doutora em Psicologia Social, mestra em Bens Culturais, fundadora do Museu do Samba. Foi presidente do Museu da Imagem e do Som e Secretária Municipal de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro. Atua na valorização da cultura afro-brasileira, criou o Instituto da História e da Cultura Afro-brasileira (IHCAB); levou arte-educação às escolas da rede municipal de ensino criando o programa Arte-Escola Territórios Sociais; participou ativamente pelo reconhecimento do Cais do Valongo como Patrimônio Mundial. Implantou o Sistema Municipal de Cultura no Rio de Janeiro , marco importante para uma política cultural republicana e democrática . Coordenou a pesquisa que levou ao registro do Samba do Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural do Brasil. Atuou como pesquisadora nos musicais Cartola o mundo é um moinho e Dona Ivone Lara um sorriso negro.Foi Diretora de Carnaval da Estação Primeira de Mangueira. Idealizadora e integrante do grupo musical Matriarcas  do Samba.

 
Vinicius Natal

Vinícius Natal é graduado em História pela UFF, mestre e doutor em Antropologia pela UFRJ. Possui pós-doutorado em História da Arte pela UERJ. Já atuou como diretor de pesquisa do Museu do Samba, diretor cultural do GRESU Vila Isabel e coordenador de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do município do Rio de Janeiro. É autor de livros e artigos sobre o samba carioca e suas diferentes modalidades. Atualmente, é pesquisador de enredos do GRES Acadêmicos do Grande Rio.

 
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O projeto de pesquisa Hospedando integra o Plano Anual de Atividades da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, que conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

  

(arte: Tatiana Marieta)

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