menufechar

Contato

Siga a EAV

newsletter

Cadastre-se
O Mundo em Desenho
Paloma Ariston
No dia 15 de setembro, às 19h, Paloma Ariston inaugura a exposição O Mundo em Desenho, sob a curadoria de André Sheik, nas Cavalariças da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
2022-09-11 12:25:33

Paloma Ariston | O Mundo em Desenho

PALOMA ARISTON O MUNDO EM DESENHO

Curadoria: André Sheik

 

Abertura | 15 de setembro de 2022, quinta-feira, às 19h
Encerramento | 13 de novembro de 2022

 

Visitação | de quinta a terça-feira, das 10h às 17h (a exposição não abre às quartas). Não é necessário agendamento prévio.

 

A exposição integra o Plano Anual de Atividades da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, que conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

---

O Mundo em Desenho

 

Paloma Ariston tem uma longa relação afetiva com os jardins públicos do Parque Lage, lugar que frequenta desde criança. Além disso, ela começou a estudar na Escola de Artes Visuais (EAV) em 2000, onde fez diversos cursos, os quais ela considera fundamentais para sua formação como artista. Em 2014/2015, participou da mostra “Mais Pintura”, nas galerias do palacete.

 

Em “O Mundo em Desenho”, sua primeira individual nas Cavalariças, divide o espaço com Chico Cunha, que foi seu professor na EAV e com quem diz ter grande afinidade artística. Na exposição, a artista usa o desenho como referência à impermanência. Ela realiza isso por meio da representação, em movimento, de um jardim com plantas, pessoas e céu, fazendo referência às mutações constantes da vida.

 

A obra tem múltiplas temporalidades. Nas palavras da artista: “É como se cada desenho fosse um ponto de vista diferente sobre o mesmo ambiente.” A artista junta desenhos em papéis de tamanhos diferentes (realizados previamente e escolhidos na hora da montagem no espaço), fazendo algumas intervenções sobre eles e outras diretamente nas paredes (executadas ao longo de uma imersão de cinco dias). O que une todas as imagens é o tema do jardim, sua fauna e sua flora, bem como atividades realizadas nele, desde piqueniques até a simples contemplação. Feitos com grafite, caneta esferográfica e nanquim, os desenhos, em preto e branco, contrastam com uma ideia primaveril.

 

Ver as representações de pessoas feitas por Paloma Ariston, usualmente, causa desconforto. São “corpos desproporcionais, padrões labirínticos, perspectivas desconcertantes”, diz a artista. Para ela, a temática de sua obra, como um todo, é: “a estranheza da vida, a estranheza na normalidade”. Ela propõe um olhar amistoso sobre um mundo inóspito. Ao fim e ao cabo, suas figuras humanas terminam despertando algum afeto, pois quase sempre estão sorrindo, parecem se divertir em meio ao caos cotidiano.

 

Olhando ao redor, logo tendemos a julgar a aparência dos outros. O outro é aquele que não sou eu. Alguém a quem não reconhecemos como nosso semelhante. O diferente. A alteridade - ainda que a existência do outro possa servir para definirmos a nós mesmos: não sou aquele, e sim, este. O desconhecido costuma nos causar estranhamento, medo, até. Se o primeiro contato com o outro se dá pela emoção, posteriormente a razão intenciona qualificá-lo, classificá-lo, nomeá-lo e até, eventualmente, representá-lo. A diversidade é uma das belezas da Natureza.

 

O que seria a “normalidade”? Não somos nós – eu e você –, também, estranhos em um mundo conturbado?

 

André Sheik, setembro de 2022

 

__ 

 

[English version]

 

The World in Drawing

 

Paloma Ariston has a long and affective relationship with the public gardens of Parque Lage, a place she has visited since her childhood. In addition, she began studying at the Parque Lage School of Visual Arts (EAV) in 2000, attending several different courses which she considers were fundamental to her training as an artist. In 2014/2015 she participated in the ‘Mais Pintura’ (‘More Painting’) exhibition in the galleries of the mansion.

 

In ‘The World in Drawing’, her first individual exhibition at the Cavalariças (Stables), she shares the space with Chico Cunha, who was her teacher at the school and for whom she feels a great artistic affinity. In this exhibition, the artist uses drawing as a reference to impermanence. She accomplishes this by representing, in motion, a garden with plants, people, and the sky, referring to the constant mutations of life.

 

The work has multiple temporalities. In the artist’s own words: “It’s as if each drawing offers a different point of view on the same environment.” The artist gathered drawings on different sizes of paper (made in advance and chosen at the moment the exhibition was installed), and made interventions on them as well as directly on the walls (carried out during a five-day immersion). What unites all the images is the theme of the garden, its flora and fauna, along with the activities that take place in it, from picnics to simple contemplation. Made with graphite pencil, ballpoint pen, and India ink, the black and white drawings contrast sharply with the idea of Spring. 

 

Seeing the representations of people made by Paloma Ariston is usually uncomfortable. They are “disproportionate bodies, labyrinthine patterns, disconcerting perspectives,” according to the artist. For her, the general theme of her work is “the strangeness of life, the strangeness of normality”. She proposes a friendly look at an inhospitable world. In the end, her human figures provoke some affection, because they’re almost always smiling and seem to be having fun in the midst of daily chaos.

 

When we look around, we quickly tend to judge the appearance of others. The other is the one who is not me. Someone I do not recognize as my fellow man. The one who is different. Alterity—the existence of others can also serve to define ourselves: I’m not that one, I’m this one. The unknown usually causes discomfort, even fear. If the first contact with the other is through emotion, afterwards reason has the purpose of qualifying that first response, classifying, naming, and eventually even representing it. Diversity is one of the beauties of Nature.

 

What could ‘normality’ be? Aren’t we—you and I—also strangers in a troubled world?

 

André Sheik, September 2022

Mais acontencimentos


Fique por
Dentro
Receba as novidades da
EAV Parque Lage por email.

Eu aceito
{"system_error":{"type":2,"message":"Trying to access array offset on value of type null","file":"\/home\/application\/public\/project\/inc\/frontend\/part\/aconteceu.php","line":21},"type_of":{"ajax_console":false,"jsonp":false}}