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O Mundo em Pintura
Chico Cunha
No dia 15 de setembro, às 19h, Chico Cunha inaugura a exposição O Mundo em Pintura, sob a curadoria de André Sheik, nas Cavalariças da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
2022-09-11 12:30:49

Chico Cunha | O Mundo em Pintura

CHICO CUNHA O MUNDO EM PINTURA

Curadoria: André Sheik

 

Abertura | 15 de setembro de 2022, quinta-feira, às 19h
Encerramento | 13 de novembro de 2022

 

Visitação | de quinta a terça-feira, das 10h às 17h (a exposição não abre às quartas). Não é necessário agendamento prévio.

 

A exposição integra o Plano Anual de Atividades da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, que conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

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O Mundo em Pintura

 

Chico Cunha é artista e professor, ministra aulas de pintura continuamente há vinte anos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), onde também foi aluno e participou da emblemática mostra “Como Vai Você, Geração 80?”. Em sua primeira individual nas Cavalariças, “O Mundo em Pintura”, ele apresenta um conjunto de telas (quase todas realizadas nos últimos sete anos), que funcionam como uma espécie de teatro de imagens para a réplica do prédio da escola, também presente na exposição. 

 

Essa reprodução, em escala, remete aos castelinhos de areia feitos em praias e também à instalação “Castelos de Areia” (1995), do próprio artista. Igualmente, é possível relacioná-la a “João e Maria” (2014), obra de Chico Cunha da qual fazia parte uma casa de doces, construção que se aproxima do universo infantil.

 

O Parque Lage – onde ficam as Cavalariças – está ligado à memória da cidade do Rio e sua história remonta ao Brasil Colonial. Desde que a escola ocupou o espaço, em 1975, ele foi palco de peças de teatro, cenas de filmes emblemáticos, shows de rock e exposições memoráveis. O palacete, imponente edificação que abriga a escola, erguido no início do século XX, é réplica de uma villa romana, com uma exuberante piscina no centro. Sua fachada tem pórtico saliente, totalmente revestido de cantaria, com mármores, azulejos e ladrilhos importados da Itália. Para Chico Cunha – arquiteto de formação –, é uma Disneylândia arquitetônica, uma loucura operística.

 

A escola sempre esteve presente em sua ação como artista, seja como lugar de formação ou como local de troca de experiências e de conhecimentos com outras pessoas: “A exposição foi pensada como um comentário sobre o espaço físico e, principalmente, o espaço abstrato que ela ocupa na minha existência”, diz o artista. Diversos trabalhos, em sua trajetória, retratam a Escola.

 

Segundo Chico Cunha, sua produção em tela lida com o figurativo, mas é abstrata, privilegiando a construção da imagem pintada. Ainda que de pequenas dimensões, as pinturas, nas quais as figuras humanas são reduzidas, têm espaços vastos, oníricos, amplos como o inconsciente. Há um jogo de escalas. A floresta em volta, ao mesmo tempo que encanta, amedronta pelo tamanho, pela vastidão.

 

Na exposição, em meio às pinturas – seu teatro de imagens –, está o castelo de areia, um mundo em miniatura. Podemos dizer que o prédio é uma derivação tropical (fruto de uma mentalidade colonial ainda tão presente no Brasil), da qual Chico Cunha faz um novo simulacro, quase um comentário a respeito de ruínas supostamente civilizatórias: metáfora de uma fragilidade não apenas física do patrimônio brasileiro, mas igualmente do sistema cultural de nosso país.

 

Contar uma história fez parte da produção de Chico Cunha desde o seu início. Aqui, o artista vale-se de uma narrativa não linear. As pinturas e, consequentemente, as pessoas nelas representadas, circundam um palacete frágil, de areia. A construção poderia ser um refúgio seguro, todavia ela não foi feita para durar. Perene é somente a arte, um outro lugar movediço, mas que pode, eventualmente, reconfortar.

 

André Sheik, setembro de 2022

 

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[English version]

  

The World in Painting

  

Chico Cunha is an artist and teacher who has been continuously teaching painting classes for over twenty years at the Parque Lage School of Visual Arts (EAV), where he also studied and took part in the emblematic exhibition ‘Como vai você, Geração 80?’ (‘How are you doing, 80s Generation?’). In his first individual exhibition at the Cavalariças (Stables), ‘The World in Painting’, he presents a set of canvases (almost all produced in the last seven years), which function as a kind of theatre of images for a replica of the school building, also presented in the show. 

 

This reproduction, made to scale, calls to mind small sand castles made on beaches, and also the installation ‘Castelos de Areia’ (‘Sand Castles’, 1995) by the artist himself. It’s equally possible to relate the replica to ‘João e Maria’ (2014), another work by Chico Cunha which included a house made of sweets, the kind of building one might find in a children's universe.

 

Parque Lage—where the Stables are located—is linked to the memory of the city of Rio de Janeiro, and its history reaches back to Colonial Brazil. Since the school started to occupy this space in 1975, it has played host to theatre plays, iconic films, rock concerts, and memorable art exhibitions. The mansion, a stately twentieth century building that houses the school, is a replica of a Roman villa with an exuberant swimming pool at its centre. Its façade has a protruding portico, completely covered with stonework, marble and tiles imported from Italy. For Chico Cunha, who has a degree in architecture, it is an architectural Disneyland, an operatic madness.

 

The school has always been present in his activities as an artist, whether as an educational place or as a space to exchange experiences and knowledge with other people: “The exhibition was conceived as a commentary on the physical space, and mainly, the abstract space that it occupies in my existence,” says the artist. Several works made throughout his trajectory portray the school.

 

According to Chico Cunha, his work on canvas deals with the figurative, but is abstract, prioritizing the construction of the painted image. Although the paintings are small in scale, with human figures reduced in size, they contain vast, dreamlike spaces, as wide as the unconscious. There is a play with scale. The surrounding forest, while it is enchanting, evokes fear for being so vast.

 

In the exhibition, amidst the paintings—his theatre of images—, stands the sand castle, a world in miniature. We could say that the building is a tropical derivation (the product of a colonial mentality ever-present in Brazil), of which Chico Cunha makes a new simulacrum, almost a commentary on supposedly civilizing ruins: a metaphor for the fragility of Brazilian heritage that is not only physical, but pertains equally to the country’s cultural system.

 

The act of storytelling has been part of Chico Cunha’s artistic production since the beginning. Here the artist makes use of a non-linear narrative. Paintings and, by consequence, the people portrayed in them, surround a fragile mansion made of sand. The building could be a safe haven, but it wasn’t built to last. Only art is perennial, another slippery place, but one that can eventually reassure us.

 

André Sheik, September 2022

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