Artes Viventes

PERFORMANCE E RITUAL: PRÁTICAS ARTÍSTICAS DECOLONIAIS E CONTEMPORÂNEAS

Sobre o curso

O curso propõe uma abordagem teórico-prática da performance a partir de encontros de conversa e práticas artísticas que exploram ações que se repetem e viram rituais — assim como em rituais oriundos das cosmologias afro-brasileiras e ameríndias. Durante os encontros de conversas, será apresentado um recorte da produção artística dos últimos dez anos,  seja da arte decolonial como da contemporânea. Nas práticas, serão realizados exercícios que investigam as ações corporais tanto realizadas pelo artista, quanto direcionadas por ele, que resultam em experiências em performances encenadas para o espectador ou para uma câmera de foto ou vídeo, seja em espaços institucionais de arte ou no espaço público.

O que você vai aprender:

A ênfase do curso está na potência poética e política da performance, tanto a partir das obras apresentadas quanto das práticas experimentadas pelos participantes.

Serão abordadas questões rituais, estéticas e éticas, bem como a experiência fenomenal resultante. Entre os artistas discutidos estarão:
Jaider Esbell, Ayrson Heráclito, Antônio Obá, Hariel Revignet, Carlos Martiel, Grada Kilomba, Grupo Empreza, Castiel Vitorino Brasileiro, Helô Sanvoy, Jota Mombaça, Juliana Notari, Marina Abramovic, Márcia X, Miro Spinelli, Musa Michelle Mattiuzzi, Nona Faustine, Priscila Rezende, Regina José Galindo, entre outros.

O curso também abordará a performance comocomo fenômeno histórico, e também em diálogo com os debates progressistas atuais, explorando questões rituais afro-brasileiras e ameríndias, como as ético-estéticas. Para além das potencialidades das linguagens artísticas das performances, também vamos considerar as mudanças sociais recentes, consideramos importante salientar o poder do mercado que atravessa o sistema da arte, criando divisões entre trabalhos institucionais e trabalhos de mercado, já que a performance ocupa um lugar de embate tanto na instituição como no mercado de arte.

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Artes Viventes

PERFORMANCE E RITUAL: PRÁTICAS ARTÍSTICAS DECOLONIAIS E CONTEMPORÂNEAS

R$496,00 (parcela única)

Este curso é indicado para:

Não exige conhecimentos prévios.

Dinâmica:

As aulas presenciais serão divididas em dois momentos:

  1. Apresentação e debate de obras de artistas que problematizam a performance contemporânea e decolonial, seguidas de discussões coletivas a partir das questões levantadas;
  2. Experimentação prática, com exercícios e experiências performativas realizadas no Parque Lage, culminando em partilhas e análises coletivas sobre os processos e suas possíveis significâncias poéticas e modos de apresentação pública.
  • Ministrado por:

    Chico Fernandes

    Doutor em Artes pelo PPGArtes-UERJ (2021), mestre em Linguagens Visuais pelo PPGAV-UFRJ (2016) e licenciado em Educação Artística pelo UniBennett (2013). Estudou na EAV entre, 2002 e 2012 e participou de diversas exposições coletivas e individuais em Museus e Centros Culturais: Museu de Arte do Rio (MAR), Itaú Cultural, Funarte, Paço Imperial, Museu de Belas Artes, Universidade de Coimbra, Tempe Center for the Arts (EUA), The Americas Society (Nova York), Oi Futuro Flamengo e Belo Horizonte. Participou também de residências artísticas no país e no exterior, sendo indicado ao prêmio PIPA em 2012 e 2013. Atualmente é artista visual, pesquisador e professor de Artes.

  • Ministrado por:

    Luanda

    Doutora em Artes no PPGAV-UFRJ, pesquisadora, diretora e fundadora da plataforma de arte Ateliê Terreiro-RJ. Artista da arte decolonial e contemporânea, com um perspectivismo afro-brasileiro e ameríndio conectado à espiritualidade da Umbanda. Os projetos de arte investigam as relações entre arte e espiritualidade, arte e ancestralidade, memórias e histórias do mar atlântico. Desenvolve uma linguagem artística aberta, que combina diversas mídias, como pintura e cerâmica (que tem se dedicado mais atualmente), e uma produção em desenho, fotografia, vídeo, instalação e performance, e agrega uma passagem profissional na área do cinema documentário. Entre as suas principais exposições individuais temos "Giras na terra, Giras no mar”, 2024, MHC-Museu Histórico da Cidade, Rio de Janeiro, “Kalunga Kia Kolelaku” (Mar Sagrado), 2023, espaço ABAPIRÁ-RJ, “Cachimba”, 2022, MUHCAB-Museu de História e Cultura Afro-Brasileira-RJ, “Liberdade: 4 Atos”, 2019, Galeria Mamute-RS, “Mar Negro”, 2017, Paço dos Açorianos, Porto Alegre-RS. Destaque para as coletivas realizadas nas instituições RedTex Gallery- Suriname; The Source,- InContext, Romênia, Fundación ACE, Argentina, Galeria Vermelho - SP, SESC Vila Mariana-SP, 3 SESC Ipiranga- SP; MAM-Bahia, Centro Dragão de Mar de Arte e Cultura, - CE, Fundação Iberê Carmargo-RS, MAC-Museu de Arte Contemporânea-RS, FVCB -Fundação Vera Chaves Barcellos-RS, Solar dos Abacaxis-RJ, CMAHO-Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, IPN-Instituto Pretos Novos - RJ, Casa França-Brasil-RJ.

Referências

COHEN, Renato. Performance como linguagem: criação de um tempo-espaço de experimentação. São Paulo: Perspectiva, 2002.

FERNANDES, Chico. Corporeirades em liberdade incondicional: de uma perspectiva batailleana à anticolonial, (2021). Disponível em: BDTD: Corporeidades em liberdade
incondicional: de uma perspectiva batailleana à anticolonial (uerj.br)

FRANCISCO, Luanda. Kalunga mu Kizua - O Mar em Tempo: arte contemporânea, ancestralidade afro-diaspórica e performatividade no Ateliê Terreiro. Rio de Janeiro,
UFRJ, 2021

GLUSBERG, Jorge. A arte da performance. São Paulo: Ed. Perspectiva, 2002.

GOLDBERG, RoseLee. A arte da performance: do futurismo ao presente. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

JONES, Amelia. Body Art/Performing the Subject. In: Performing the Body/Performing the Text, London: Routledge, 1999.

MBEMBE, Achille. O que fazer com as estátuas e os monumentos coloniais?. Disponível em: https://revistarosa.com/2/o-que-fazer-com-as-estatuas-e-os-monumentos-coloniais, 2020.

PAIVA, Alessandra Simões. A Virada Decolonial Brasileira. Bauru-SP: Mireveja, 2022.

TRANSFERIR CONHECIMENTO. NOSSA MISSÃO.

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