Fotografia

NATUREZA MORTA, NATUREZA VIVA

Sobre o curso

O curso propõe refletir e criar a partir do entendimento das possíveis relações entre arte e natureza, compreendendo a passagem de uma natureza dominada e representada — a natureza-morta — para uma natureza viva, colaborativa e interdependente. A proposta convida os participantes a investigar, por meio da prática artística, formas de diálogo entre corpo, matéria e ambiente, repensando as fronteiras entre arte e vida. O curso estimula a criação de obras que integrem poética e ecologia, com ênfase nas linguagens da fotografia, do vídeo e da criação de objetos.

O que você vai aprender:

Partindo da tradição da natureza-morta como ponto de inflexão para  discutir as transformações nas relações entre arte e natureza. São abordadas práticas artísticas que deslocam a natureza do campo da representação para o da colaboração, explorando os entrelaçamentos entre o natural e o artificial, o humano e o não humano. O percurso inclui referências à Arte Povera e à Land Art, assim como a artistas contemporâneos que trabalham com fotografia, instalação e vídeo, incorporando materiais naturais, temporalidades ecológicas e processos de transformação da matéria.

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Fotografia

NATUREZA MORTA, NATUREZA VIVA

R$ 496,00 por mês (quatro parcelas)

RECURSOS

Câmera fotográfica ou celular e caderno de desenho / anotações.

Este curso é indicado para:

Voltado a artistas, fotógrafos e pessoas interessadas em artes visuais, imagem e natureza. Não exige conhecimentos prévios.

Dinâmica:

A proposta combina análise de obras e leitura de trechos de textos com proposições poéticas e conceituais voltadas ao desenvolvimento de projetos individuais. O curso alterna encontros teóricos e práticos, estimulando o pensamento crítico e a experimentação. As criações emergem de exercícios de observação e da experiência sensível com os materiais, convidando os participantes a desenvolver uma escuta atenta às formas vivas e aos ritmos do mundo natural.

O curso se organiza em quatro blocos:
Bloco 1 — O repouso das coisas
Revisitação da natureza-morta como gênero e conceito, investigando as formas pelas quais a arte transformou o mundo natural em imagem e objeto. Reflexão sobre o olhar humano e o desejo de domínio e fixação da vida.

Bloco 2 — O jardim e o artifício
Discussão sobre o jardim como construção cultural e metáfora da mediação entre o natural e o artificial. Análise de práticas da Arte Povera e Land Art, em que a natureza é coautora do processo criativo.

Bloco 3 — Forças vivas: corpo, matéria e transformação
Investigação das práticas artísticas que trabalham com a vitalidade da matéria e com os ciclos naturais. A natureza como agente, colaboradora e tempo.

Bloco 4 — Entre imagem e vida: partilha e processo
Apresentação e discussão dos projetos; elaboração de textos e reflexões sobre o processo criativo.

Aula Expositiva
em Videoconferência

Nossas aulas online/ao vivo são conduzidas por videoconferências interativas, promovendo um aprendizado dinâmico e envolvente, permitindo interação com nosso corpo docente e colegas.

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Necessários

Para nossos cursos, é essencial possuir uma conexão de internet estável e um computador ou celular com câmera para participar das aulas e discussões. Certifique-se de atender a esses requisitos para aproveitar ao máximo a experiência de aprendizado.
  • Ministrado por:

    Claudia Tavares

    Doutora em Processos Artísticos Contemporâneos pelo Instituto de Artes UERJ, mestra em Artes pela Goldsmiths College Londres e em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ, e graduada em Comunicação Social pela FACHA-RJ. 
    Como artista visual, utiliza principalmente as linguagens da fotografia e do vídeo, em diálogo com desenhos, objetos e cadernos de artista.

    Participou de exposições individuais e coletivas em diversos espaços, tais como Espaço Cultural Sérgio Porto, Sesc Pinheiros, Galeria Murilo Castro (BH), Plataforma Revólver (Lisboa), 291 Gallery (Londres), Galeria Cozinha (Porto), Casa Museu Abel Salazar (Porto), Galeria Tempo (RJ), Palácio das Artes (BH), Paço Imperial (RJ), além de feiras de arte como a SPArte, ArtRio e ArtBo (Bogotá). Ganhou o 3º prêmio com o vídeo “BláBláBlá”, na 9a Bienal Nacional de Santos 2004. Fez residência artística na Casa do Artista em Vila Nova de Cerveira 2017, programa de residência LabVerde Amazonas 2018, e no Festival de Fotografia de Paranapiacaba 2019. Ganhou os prêmios Faperj Nota 10 e PDSE Capes, durante a pesquisa de doutorado chamada Um jardim em Floresta, que é também um filme curta-metragem, uma exposição de artes visuais e um livro-objeto. Ganhou em primeiro lugar na categoria Outras Visões, o Prêmio Chico Albuquerque de Fotografia, da Secretaria de Cultura do Ceará.

Referências

Giorgio Morandi, Ana Mendieta, Wolfgang Tillmans, Rodrigo Braga, Giuseppe Penone, Roberto Burle Marx, Claudia Andujar, Rivane Neuenschwander, Olafur Eliasson, Brígida Baltar e Dan Lie.

TRANSFERIR CONHECIMENTO. NOSSA MISSÃO.

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